quarta-feira, 26 de agosto de 2009

história da criação da microsoftware


A Microsoft Corporation foi fundada por Bill Gates e seu colega Paul Allen, em 1975. O primeiro produto comercial da empresa foi o
BASIC para o MITS Altair ( Micro Instrumentation Telemetry Systems), produzido no mesmo ano. Atualmente, Gates é o presidente da Microsoft Corporation e, recentemente, ele doou quase 1 bilhão de dólares para obras assistenciais,incluindo 200 milhões de dólares para a Gates Library Foundation.

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William Henry Gates III, mais conhecido como Bill Gates, nasceu a 28 de Outubro de 1955, fundou a poderosa Microsoft após abandonar o curso de economia de Harvard, a mais famosa universidade americana. Com apenas 19 anos, Bill Gates fundou a Microsoft em 1975, com o seu amigo Paul Allen. Em 1980 a empresa deu um passo decisivo ao adquirir à Seattle Computer Products o sistema operativo MS-DOS, que logo a seguir vendeu à IBM. Recorde-se que a IBM se preparava para lançar no mercado o primeiro computador pessoal. Com a frase "um computador pessoal em cada escritório e em cada lar", Gates conduziu a Microsoft para todas as áreas da indústria do software.
Após 23 anos, a Microsoft detém o monopólio virtual do mercado, com 90% dos PCs ro-
dando seus programas. Tem 25,7 mil funcionários, vai faturar US$ 15,5 bilhões no ano fiscal que termina em 30 de junho e possui US$ 10 bilhões no banco. Suas ações não param de subir e a empresa está avaliada em US$ 216 bilhões. O início do império Nos anos 70, os japoneses ultrapassaram os americanos nas indústrias automobilística e
eletrônica. Tinha-se a certeza de que era questão de tempo até Tóquio tornar-se a loco-
motiva econômica mundial. Passadas duas décadas, o império do sol nascente cambaleia
e os Estados Unidos nunca foram tão prósperos. Tudo por causa da indústria da informá-
tica, um rolo compressor de US$ 700 bilhões cujo principal motor se chama Microsoft, a companhia mais rica e poderosa do ramo industrial mais importante deste final de milênio.
Bill Gates não criou o computador pessoal, mas foi o primeiro a, ainda adolescente, vis-
lumbrar todo o potencial da futura indústria. Em 1975, com apenas 19 anos, abriu a Mi-
crosoft e criou um sistema operacional, o DOS. Foi o começo do maior caso de sucesso empresarial da história americana. Após 23 anos, a Microsoft detém o monopólio virtual do mercado, com 90% dos PCs rodando seus programas.

Tem 25,7 mil funcionários, vai faturar US$ 15,5 bilhões no ano fiscal que termina em 30 de junho e possui US$ 10 bilhões no
banco. Suas ações não param de subir e a empresa está avali-
ada em US$ 216 bilhões. O mercado acredita que tem potencial para alavancar seu faturamento 15 veses. Esse otimismo sur-
preendente a transforma na segunda empresa mais valorizada do mundo (atrás apenas dos US$ 254 bilhões da GE) e a maior da informática.
Bill Gates

Com vendas de US$ 78,5 bilhões - ela vale US$ 101 bilhões. Desse sucesso estratos-
férico resulta que três dos quatro homens mais ricos do mundo estão ligados à Microsoft.
Paul Allen, seu co-fundador, é o terceiro, com US$ 21 bilhões. Steve Ballmer, braço dire-
ito de Gates, é o quarto, com US$ 10,7 bilhões. William Henry Gates III, o Bill Gates ou simplesmente Bill, como é chamado pelos funcionários, tornou-se o homem mais rico do mundo em 1992, com 36 anos, quando suas ações da Microsoft valiam US$ 5,6 bilhões. Hoje, os 24% do capital em suas mãos valem US$ 51 bilhões. Torrando US$ 1 mil por minuto, 24 horas por dia, 365 dias por ano, levaria 95 anos para quebrar. Cifras em risco Mas não se engane com cifras tão escandalosas. O império Microsoft nunca correu tanto
risco quanto hoje. O Departamento de Justiça americano (DOJ) tem que decidir se a Mi-
crosoft pode ou não usar a força do seu monopólio para promover o Explorer e abocanhar
o mercado de navegadores, 60% do qual está nas mãos da Netscape. No fundo, essa es-
tratégia não tem nada de nova. A Microsoft sempre embutiu nas atualizações do Windows programas similares aos dos concorrentes, para invariavelmente excluí-los do mercado. Mas agora o DOJ acha que Gates foi longe demais. Caso a decisão final de Washington seja contra a Microsoft, ela terá que vender uma versão do Win00 sem o Explorer. Será a
perda de uma batalha. E a criação de um precedente perigosíssimo. Em questão de me-
ses, acuada pelos concorrentes, a Justiça pode ir contra o próprio monopólio do Windows. O negociador imbatível e competidor voraz No primeiro, o DOJ decide que não há truste e
deixa Bill Gates em paz.No segundo, os federais podem exigir que a Microsoft pare de em-
butir novos programas no Windows e os venda separadamente. Ou transformar o código de programação do Windows, hoje protegido por copyright, em domínio público. O terceiro cenário é o mais sombrio, o mais drástico. Seria repetir as ações de 1911, que retalhou a companhia petrolífera Standard Oil nas "sete irmãs" (Esso, Atlantic, Mobil, Texaco etc.), e de 1983, que dividiu a todo-poderosa AT&T em sete empresas de telecomunicações, as chamadas Baby Bells.

Nessa hipótese, a Microsoft poderia ser dividida em duas. Uma em-
presa venderia os sistemas operacionais Win e NT e a outra progra-
mas aplicativos como o Word e o Office. Mas, ao fazer isso, Washin-
gton não estaria matando a galinha dos ovos de ouro responsável pe-
la prosperidade da América nos anos 90? E Bill Gates se aposentaria como John Rockfeller ao perder a Standard Oil ou continuaria tocando
uma das Baby Softs?Qual delas? Com certeza a do Windows. Não es-
taria aberta a oportunidade para esse negociador imbatível e compe-
tidor voraz reascender ao topo do mundo A Política Empresarial de Gates.

As consequências dessa valorização absurda levaram a empresa a abolir em 1990 a ve-
nda de três mil ações a cada novo funcionário. É que em 1990 os empregados desde 86
poderiam vender seu lote. A Microsoft corria o risco de sofrer uma fuga de cérebros, com milhares de pessoas pedindo as contas para pendurar as chuteiras pelo resto da vida ou
pior: abrir a sua própria Microsoft. A partir de 1991, cada novo legionário do império Mi-
crosoft que fosse trabalhar nas áreas de software e marketing passou a receber 1.800
ações. No ano seguinte, o total baixou para 1.100. Para cada ano de permanência na em-
presa, se teria direito a um novo lote, vencendo numa data diferente do anterior. Isso to-
rnou a Microsoft a empresa de menor rotatividade de mão-de-obra de toda a indústria,me-
smo pagando os menores salários. A não ser que seja demitido, ninguém sai de lá. É uma
política de recursos humanos maquiavélica. A empresa não revela o número de funcioná-
rios que se tornaram milionários, mas são milhares Uma brasileira no caminho de Bill Gates Pergunte-se a Bill Gates, o homem mais rico do mundo, como conheceu a paulista Cristina Boner e ele se lembrará de uma cena espantosa. Em fevereiro de 1996, Gates estava no 24 andar de um prédio em Brasília, participando de uma reunião com diretores do Banco do Brasil. Quando olhou pela janela, viu passar um teco-teco com uma faixa
atada à cauda em que se lia: "Wellcome, Bill Gates. TBA". Ele interrompeu a reunião,cha-
mou um assessor e perguntou: "O que é TBA?", No dia seguinte estava diante de Cristi-
tina, dona de uma empresa de informática na capital federal. O encontro foi o primeiro de quatro ocorridos nos últimos dois anos-três deles nos Estados Unidos. "Quando soube que ele viria ao Brasil, contratei o avião e dei ordens ao piloto para que sobrevoasse o prédio até ser notado", conta Cristina. "Ele ficou tão curioso que pediu para me chamar no escritório marcando uma reunião para o dia seguinte." Esse é também o capítulo mais meteórico que transformou uma ex-funcionária numa estrela no mundo dos computadores
no Brasil. Seis anos atrás, Cristina Boner, hoje com 38 anos e separada do marido, esfal-
fava-se para sustentar a casa e as três filhas. Acumulava dois empregos, que lhe rendiam cerca de 5.000 reais pôr mês. Decidiu, então, dar uma guinada. Largou o serviço público
e criou a TBA Informática, uma empresa de fornecimento de programas para computa-
dores. Nos primeiros seis meses, quando a firma ainda funcionava numa sala de 40 me-
tros quadrados, teve de vender seu automóvel Gol, para pagar o salário dos dois empre-
gados. De lá para cá, o sucesso foi estrondoso. Neste ano, a previsão de faturamento é de 100 milhões de reais-20.000 vezes o salário que moça ganhava seis anos atrás. Hoje, a TBA é a 45 maior empresa privada de informática do país. É um desempenho e tanto num mundo povoado pôr tubarões do porte de IBM, Xerox, Microsoft, Unisys e Oracle. Guerra
Santa e mail interceptado O caso dos promotores federais e estaduais está bem funda-
mentado. Uma das peças mais desconcertantes é a série de documentos oficiais e men-
sagens eletrônicas trocadas entre os altos executivos da Microsoft que foram intercep-
tadas pêlos promotores. As mensagens referem-se ao Netscape, o programa de navega-
ção na Internet concorrente, e à linguagem Java, uma invenção da Sum Microsystems que, se implementada totalmente, tornaria o Windows uma peça de sofrware ultrapassada. Uma das mensagens descreve a batalha da Microsoft pela conquista de mais espaço para seus produtos na Internet como uma "jihad", termo que em árabe significa "guerra santa" e que, na tradição muçulmana, só acaba com a eliminação física de todos os infiéis. "sem usar a força que temos com o Windows não vamos conseguir acabar com o Netscape", diz uma Segunda mensagem.


Além das mensagens, os promotores botaram as mãos num do-
cumento provando que a Microsoft tentou "montar uma conspi-
ração" com o concorrente Netscape para partilhar a Internet e
barrar as chances de qualquer outra companhia de se estabe-
lecer na rede. Só depois que os executivos da Netscape rebar-
baram a oferta, a Microsoft teria decidido pela tática de eliminá-
los do negócio, ofe-recendo seu Explorer de graça, como parte integrante e indivisível do Windows. São argumentos fortes, sem dúvida. Quando se ouve a defesa de Bill Gates, porém, entende-
se pôr que os juizes até hoje nunca tomaram uma decisão drás-
tica contra a Microsoft.


Gates sustenta que não está tentando empurrar o Explorer goela abaixo dos usuários,
contra a vontade deles. Segundo o dono da Microsoft, em todas as pesquisas encomen-
dadas pela empresa os internautas mostram-se muito satisfeitos com o desempenho do Explorer e gostariam que ele fosse cada vez mais intimamente integrado ao Windows. "A tendência natural do desenvolvimento de programas é torná-los mais fáceis de usar e mais barato", argumenta Gates. "É só o que fazemos." O segredo do sucesso de Gates.
Ele está coberto de razão nessa questão. Nenhuma empresa contribui tanto para a me-
lhoria da eficácia e o barateamento dos programas de computador. Exatamente pôr ser eficiente e satisfazer a seus usuários é que a Microsoft se transformou num esplendoroso
sucesso comercial e industrial. Os promotores, porém, acham essa discussão secundá-
ria. Eles não estão questionando os méritos dos produtos de Gates. Em vez disso, acham que o sucesso exagerado de sua empresa está contribuindo para, a longo prazo, matar inovações que poderiam estar surgindo. Inovações que não têm chance de ver a luz pôr
causa da sufocante supremacia da Microsoft no mercado. "Queremos assegurar que no-
vas Microsoft surjam", diz o procurador Blumenthal. Talvez ele esteja certo. Talvez Bill
Gates não fosse o bilionário que é se, em 1969, as mesmas forças antimonopólio do go-
verno americano não tivessem colocado todo o seu peso contra a IBM, a então empre-
sa dominante do mercado de computadores nos Estados Unidos. Naquele ano, o governo conseguiu que a justiça proibisse a IBM de fabricar simultaneamente as máquinas e o sistema operacional, o programa-mãe, de seus computadores. Com a proibição, a IBM foi obrigada a buscar fornecedores alternativos de sistemas operacionais. Anos mais tarde, ela encomendaria um sistema operacional, o DOS, a um jovem ambicioso, míope e ruivo, Bill Gates. Talvez agora seja a vez de Gates ir procurar outros Gates no mercado. Milionário e Escritor Em seu primeiro livro, Bill Gates usou a expressão "capitalismo sem força de atrito" para mostrar a contribuição que um dia teria a Internet na criação do mercado idealizado há dois séculos pôr Adam Smith (A riqueza das nações), no qual o comprador e o vendedor podem se encontrar facilmente, sem perder muito tempo nem
gastar muito dinheiro. Ele acha que esse momento chegou, já existem software no merca-
do que ajudam o usuário a encontrar as melhores ofertas produtos e serviços. Os consu-
midores poderão, também, se unir eletronicamente para obter descontos pôr volume de compra. "Vai ser uma cena e tanto: o software que representa o vendedor negociando preços com o software de centenas ou milhares de consumidores. Bom, se esse software
for da Microsoft, é certo que Bill Gates vai achar ainda mais fantástico. Entre as catego-
rias de crescimento rápido no comércio on-line estão finanças e seguros, viagens, leilões
e vendas de computadores, segundo o autor. "Até mesmo estimativas mais conservado-
ras projetam uma Ta de crescimento total de negócios on-line em cerca de 45%. As projeções mais altas são de US$ l,6 trilhão no ano que vem. Acho esse número demais", afirma ele com uma convicção espantosa. WebGates Mas, para que o jeito Web de fazer negócios realmente dê certo terá que haver a contrapartida do consumidor. E é aí que entra o que Gates denomina o jeito Web de viver. "dentro de uma década, a maioria dos americanos e muito mais gente em todo o mundo estarão levando o estilo de vida Web." Que já é uma realidade para 40 milhões de americanos, "22 milhões a mais do que em 1997". Entre as várias histórias que Bill Gates conta de empresas que tiveram sucesso com a adoção rápida da Internet (e de alguns programas da Microsoft, é claro) e do estilo Web de fazer negócios - quase todas americanas - ele destaca a do Bradesco. Lembra que a instituição, com 2.200 Agências, US$68,7 bilhões em ativos e atendendo a três milhões de pessoas pôr dia, foi o primeiro banco do Brasil - e o quinto do mundo a usar a
Internet para oferecer serviços bancários. O autor também conta que os serviços bancá-
rios on-line "pegaram mais rápido no Brasil do que em qualquer outro país".
Ele cita textualmente um dos diretores do banco, Alcino Rodri-
gues Assunção, ao destacar o surgimento de lojas virtuais na
Web, cujas transações são feitas com a intermediação do ban-
co. Gates dedica um capítulo inteiro às más notícias. Segundo ele,. Elas devem viajar dentro da empresa tão rápido quanto as
boas. "Tenho um instinto natural para perseguir notícias desa-
gradáveis." Diz também que uma das qualidades essenciais do
bom administrador é a determinação de enfrentar as más notí-
cias, "de buscá-las, em vez de negá-las". Navegar é preciso Para reforçar essa crença, ele lembra a primeira grande crise interna da Microsoft, em 1995, provocada justamente pelo crescimento repentino da Internet.

Sua empresa havia acabado de lançar com todo o estardalhaço o Windows 95. Sem con-
tudo, qualquer ferramenta voltada para a Web. Vários especialistas, lembra, previram que a Internet iria acabar com a Microsoft. "isso era má notícia em escala colossal. Usamos
nosso sistema nervoso digital para reagir àquela crise." Um ano depois, Gates virou o jo-
go, com o lançamento de vários produtos para a Web, inclusive seu navegador Explorer. Curiosamente, em nenhuma parte de todo o livro Gates faz menção ao processo que sua empresa sofre pôr parte do Departamento de Justiça de seu país. É, sem dúvida, uma má notícia ainda sem solução à vista. Os negócios vão mudar mais nos próximos dez anos do que mudaram nos últimos 50. Essa, pelo menos, é a previsão de um dos homens que mais enriqueceram fazendo negócios nos últimos 24 anos. Bill Gates, o polêmico e controverso presidente da Microsoft, diz que essa mudança repentina vai ocorrer porque o fluxo digital de informações será tão rápido que obrigará as empresas a trabalhar na "velocidade do
pensamento" para competir no mercado. Essa é a idéia básica que ele defende com rique-
za de detalhes em seu novo livro "A empresa na velocidade do pensamento (Companhia
das Letras, 445 Págs., R$30), que terá lançamento mundial nesta A obra é quase um
manual de sobrevivência para uma nova fase da economia mundial, que Gates diz já Ter começado, totalmente baseada e dependente da grande teia de comunicação que hoje
interliga milhões de computadores em todo o mundo, a Internet - seu produto para nave-
gá-la, ironicamente, motivou o processo antitruste que o governo americano move contra a Microsoft. O livro relata vários casos de sucesso de empresas que saíram na frente na adoção do que ele chama de "estilo Web de trabalho" e estão ganhando muito dinheiro com isso, inclusive o banco brasileiro Bradesco, que mereceu mais de duas páginas de texto. Sobre o Livro Gates conta que teve a idéia de escrever esse livro há dois anos, momentos antes de fazer uma palestra para executivos. Pensando no que iria dizer, surgiu um novo conceito em sua cabeça: "sistema nervoso digital". Assim como o sistema humano. O digital permitiria a qualquer empresa reagir instantaneamente aos desafios dos concorrentes e às necessidades dos clientes. "um sistema nervoso digital exige uma combinação de hardware e software; distingue-se de uma mera rede de computadores
pela precisão, imediação e riqueza das informações que traz aos profissionais do conhe-
cimento." Diferentemente de seu primeiro livro, A estrada do futuro - mais generalista sobre os benefícios da revolução da informática (vendeu 2,5 milhões de exemplares em 25 línguas desde o lançamento em 1995), este é mais dirigido aos donos de empresas, líderes e gerentes de todos os níveis, embora não seja um texto técnico. Para que uma empresa faça negócios na velocidade do pensamento, o fluxo de informações digitais tem que "maximizar as capacidades do cérebro humano e minimizar o trabalho braçal" de seus funcionários, defende Gates. "Você só saberá que montou um excelente sistema digital quando as informações fluírem pôr sua organização de um modo tão rápido e natural quanto o pensamento", advoga o dono da Microsoft. E um dos requisitos para que isso funcione assim é ter um escritório "sem papel". Hoje, diz ele, temos todas as peças no lugar para tornar realidade essa visão futurista. Contudo, lembra, o consumo de papel continua a dobrar a cada quatro anos, e 95% de toda a informação nos Estados Unidos continua em papel. Chocado com essa realidade dentro de sua própria empresa, Gates diz que exerceu as prerrogativas de seu cargo e mudou tudo. Um programa rigoroso de migração do papel para o meio digital produziu em poucos meses entre 1997 e 1998 uma
economia de US$ 40 milhões na Microsoft. No entanto, ele acredita que essa transfor-
mação só será completa quando os centros de pesquisa da Xerox, MIT e da própria Microsoft, conseguirem produzir uma tela plana tão fina, flexível e legível quanto o papel. "E isso está mais próximo do que você imagina", garante. O QUE ESTÁ EM JOGO Com o Windows, Bill Gates colocou a Microsoft em 85% dos 250 milhões de computadores pessoais existentes no mundo. Com o Explorer, programa de acesso à Internet vendido junto com o Windows a Microsoft já tem metade das vendas de programas de navegação na rede. Seus concorrentes e o governo americano dizem que suas táticas são desleais e Têm como objetivo o monopólio do mercado de computadores. Em 1995, a Microsoft e o Departamento de Justiça haviam feito um acordo pelo qual Gates não poderia usar sua
vantagem com o Windows, então já hegemônico, para forçar os, fabricantes de computa-
dor a instalar o Explorer em sua máquinas. O empresário jurou que nada faria nesse sentido, mas mudou de opinião quando percebeu que não conseguiria facilmente convencer os internautas a trocar de navegador. Na época, o programa líder de mercado era o Netcape Navigator. Sua estratégia de pressão foi a mais direta possível. Gates começou a distribuir o Explorer gratuitamente e mandou um recado aos fabricantes de computador: só iria licenciar o Windows para quem levasse seu navegador junto. Em dois anos o Explorer saiu do nada e ganhou 50% do mercado. O Netscape, que estava em 70% dos computadores ligados à Internet, teve sua participação reduzida a 43%. Agora Gates está quebrando pela Segunda vez sua palavra. A integração completa do sistema operacional com o navegador está prevista para o Windows 98, que deve ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano. Assim como o Windows 95 trazia embutido um editor de texto a versão 98 já deve Ter o Explorer acoplado, Bill Gates pode Ter o mesmo papel para o mundo da informática que a besta do Apocalipse tem no Novo Testamento: será o fim , exagera o presidente da Sociedade Brasileira de Computação, Silvio Meira. Às vésperas de ver seu melhor produto saindo do forno, Gates tem de enfrentar a ação antimonopólio do Departamento de Justiça, que gostaria de ver reduzida a importância da Microsoft no mercado de informática. O debate faz lembrar um exemplo recente da lei Antitruste americana, promulgada no início do século para promover a competição na economia mais aberta do planeta. Em l983, também sob a acusação de monopólio, a
companhia telefônica Bell System foi obrigada a vender partes da empresa, que resulta-
ram no surgimento de outras sete companhias. O maior problema do governo americano é que todo o setor de informática tem perfil monopolista - em cada uma de suas diferentes áreas, existem empresas que dominam pelo menos 80% do mercado. É o caso da Intel (fabrica de chips, os cérebros microscópicos dos computadores), da Cisco (que produz equipamento de controle de tráfego da Internet) e da IBM (montadora de computadores). Todas assistem com atenção à disputa travada nos tribunais, já que, depois de encerrada a briga com Gates, a polêmica poderá voltar-se contra elas. A decisão da Justiça americana sobre a ação contra a Microsoft deve sair em maio - até lá, pelo menos, o homem mais rico do mundo terá de ficar muito atento às tortas voadoras.

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